"Miscelânea significa Atos Marcantes ou Datas Marcantes da história de nossa Entidade"

1- Em 14 de maio de 2007, a  Escola de Cães Guias, recebeu do Ministério da Justiça - Secretaria Nacional, o titulo de OSCIP - Organização de Sociedade Civil de Interesse Público, nos termos da Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, publicado no Diário Oficial de 09 de maio de  2007. 

2- Em Julho de 2007, o Jovem Fabiano Pereira, proprietário de um  canil em Camboriu SC, onde reside, foi encaminhado pela nossa Escola, para Melbourn na Austrália, onde estuda  a profissão de Treinador de Cães Guias na Escola  'Seeing Eye Dog Australia''. Até o  momento,  mês de novembro de 2007, Fabiano treinou 6 cães guias, tendo recebido  diploma referente a esses 6 primeiros cães. Esta retornando em meados de dezembro próximo, ao Brasil, voltando novamente  para a Austrália em junho do próximo ano, quando espera treinar mais 6 cães, terminando o curso de treinador e devendo começar o curso de Instrutor de duplas de cães e cegos. 

3- Dois outros Instrutores Brasileiros, formados na Nova Zelândia há alguns anos, Moisés e Lester, por iniciativa da nossa " Escola de Cães Guias Helen Keller", encontram-se em São Paulo, onde fundaram a Escola '' Iris'', que já entregou 12 Cães Guias este ano, obtidos nos EEUU gratuitamente, a seus respectivos deficientes visuais paulistanos.

O PASSADO RECENTE

Durante a primeira guerra mundial, os alemães treinaram cães para agirem como mensageiros, levando ordens aos soldados entrincheirados no fronte da guerra. Eles iam e vinham levando, à noite, aquelas mensagens. Usavam também pombos-correios, que apenas voltam e nunca vão.

Terminada a guerra, os treinadores alemães sentiram a importância de treinar cães para cegos. Inicialmente, para os soldados que voltaram da guerra e, depois, para todos. Isso começou em Potsdam, sob a direção de Rueker e Wecherling, em 1923.

Foi ali perto que uma jornalista norte-americana, em 1927, chamada Dorothy Harrison Eustis, esposa de um embaixador, que vivia na Suíça, depois de visitar a escola de Potsdam, escreveu para o jornal norte-americano The Saturday Evenig Post um artigo sobre o que tinha visto.

O titulo do artigo era “Seeing Eye Dog” (olhos vigilantes ou protetores). Em resposta ao seu artigo, Mrs.Eustis, que nessa época já havia treinado e criado cães para alguns serviços do exército suíço, recebeu de Morris Frank, um cego norte- americano famoso, um pedido para conseguir um cão. Desafio esse que Mrs. Eustis aceitou e assim educou um cão em sua casa, na cidade de Vevey, na Suíça, seguindo a experiência alemã.

Para tanto, Morris Frank teve que viajar para a Suíça . Ao retornar para Nova York, foi recebido no cais do porto, em l928, por cerca de 50 jornalistas, que lhe pediram que lhes mostrasse se o cão era capaz de atravessar ruas, conduzindo o cego. Foi a Quinta Avenida a escolhida, que já naquela época era a mais movimentada da cidade e cheia de automóveis. Morris aceitou e cruzou a avenida sem problemas, aguardando por um bom tempo que os jornalistas conseguissem chegar ao outro lado. O sucesso foi total.

Esse cão se chamava Buddy I e foi o primeiro cão a ser treinado por um americano, embora o cego e senador Thomas Schall, de Minnesota, dois anos antes tivesse usado um cão treinado na Alemanha. Hoje existem cerca de dez escolas nos Estados Unidos, sendo a pioneira denominada de “Leader Dogs”, ainda hoje a maior delas.

O NOSSO PASSADO:

Cachorro salva vida de engenheiro cego nas Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York, dia 11 de setembro de 2001

O colombiano Omar Eduardo Rivera era empregado de um escritório em uma das Torres Gêmeas. Salty, seu cachorro amarelo, o ajudou a descer setenta e um andares logo que um dos aviões seqüestrados explodiu contra o edifício. Naquela terça-feira, como em tantas outras ocasiões desde que há quinze anos perdera a visão, esse engenheiro colombiano confiou na incondicional ajuda de Salty, um labrador retriever dourado. Desta vez, porém, foi diferente: a presença do cão foi decisiva para que Rivera não perdesse a vida. “Surpreendi-me, mais ou menos às 8h44m da manhã, quando escutei alguém gritar: “Caramba, o que faz esse avião por aqui? Porém, pouco depois houve um impacto brutal, um ruído tão gigantesco e estrondoso que pareceu soar ao lado de meu ouvido. Em seguida, o edifício começou a estremecer“, contou o sobrevivente do atentado terrorista mais cruel da história dos Estados Unidos. Salty estava ao seu lado no escritório. O cão levantou-se e, muito nervoso, saiu do escritório. O que se escutava era o ruído dos pedaços de vidro que caíam. “Devido à insistência do cão, algo me disse que era momento de me mandar. Coloquei então sua cabeça no arreio (uma espécie de cabresto) - que é o ritual utilizado para que o cão possa conduzir o cego - e assim se iniciou a marcha”, disse o cego, que imaginava que o impacto do avião tinha sido uns seis andares acima,. Levou cerca de uma hora e quinze minutos.Tivemos muitas dificuldades e havia muita confusão. Acima, havia muita fumaça e odor de combustível. Algumas pessoas tratavam de lutar para ficarem à frente das pessoas que fugiam. Havia muito pânico Mas na realidade considero que todos estavam muito prudentes” Ao sair da torre, recorda Omar, o edifício número dois, na parte sul, começou a desmoronar. Havia muitas pessoas pedindo ajuda. Escutavam-se os estampidos das paredes quebrando e os gritos das pessoas. “E justo quando saímos, os 110 andares desmantelou-se como se fossem castelos de cartas. Eu sabia, em meu coração, que o edifício ia cair; era tudo uma questão de tempo. Somente pedia a Deus que me tirasse daquele lugar. Naquele momento tudo era confusão. Pensava em minha esposa, minhas filhas, minha mãe e somente pedia a Deus para me dar o privilégio de continuar vivo.” Enquanto desciam as escadas, acompanhavam-no sua chefe imediata, Danna Enrigt, e a gerente geral da companhia, que lhe dava o ombro para apoio. No 64º ou 65º andar, Enrigt tentou tirar a correia de Salty para agilizar o passo, porém o cão se negou a seguir sem a guia e Rivera teve que acalmá-lo. Quando saíram do edifício, Rivera e Salty começaram a correr. Atravessaram várias ruas até poderem chegar ao metrô. “A angustia era muito grande,“ disse com lágrimas nos olhos. O metrô os levou até a estação Pelham e depois a Mont Vernon, onde os esperavam Sonia, a esposa, suas filhas Elizeth, Andréa e Érica, de vinte e um, dezessete e oito anos.

O PASSADO DA ESCOLA HELEN KELLER

Em 1995, com a ajuda da Federação Internacional de Escolas de Cães-Guias para Cegos, com sede em Londres, conseguimos que uma escola associada a essa Federação Internacional, a New Zealand Foundation for the Blind, aceitasse um aluno brasileiro.

Após um ano de trabalho fazendo inúmeras entrevistas, conseguimos selecionar um economista de São Paulo, que se interessou em viajar para o exterior e transformar-se num instrutor de cães-guias de cegos. Para tal, Ian Cox, gerente geral da escola, veio ao Brasil e fez varias entrevistas com candidatos e aprovou a escolha de Moisés dos Santos Viera Júnior. Moisés ficou três anos e alguns meses na Nova Zelândia, em Auckland.

Foram importados da Nova Zelândia dois cães-guias de cegos para serem entregues a dois cegos, um labrador, para Carlos Henrique Gueller, e outro, um gold retriever, para José Carlos Rodrigues. Os cães se chamam Arthur e Ben e ainda agora, com dez anos de idade, trabalham diariamente. Em breve, dentro de mais um ou dois anos, no máximo, precisaremos trocá-los.

A importação desses cães teve como objetivo iniciar na comunidade a divulgação da idéia, esclarecer o público, conquistar a simpatia para o programa e, enfim, assentar as bases do projeto, que, para ter sucesso, teria que contar com o apoio da população. A seguir foi conseguida a aprovação de leis, uma municipal e outra estadual, que dão  liberdade aos cães e a seus donos para entrarem, sem limitações, em estabelecimentos  públicos e privados.

Moisés terminou seus estudos e retornou a Florianópolis no final  de 1999, vindo morar no  Praia Mole Park Hotel. Ele havia recebido na NZ o diploma de Treinador e precisava formar 20 duplas de cães e cegos para receber o  diploma de instrutor, pois o treinador só tem formação para lidar treinando cães e não duplas. Ele havia formado doze duplas de cães e seus cegos, chamado de times, faltavam portanto oito duplas para ser reconhecido, pela Escola e pela Federação Internacional acima citados, com o diploma final.

Conseguimos no ano de 2000 uma doação de oito cães de Escola Norte Americano Leader Dogs.  Esta escola forma em média 300 duplas por ano é a maior do mundo. Possui hotel e hospital. Moisés viajou para lá acompanhado de oito cegos, isso em duas viagens ocorridas no mesmo ano. A escola catarinense  só pagou as passagens e obteve da escola alimentação e hospedagem para todos. Foi Moisés quem fez o ultimo treinamento dos cães e cegos, tendo antes no feito no Brasil  um grande trabalho na escolha dos cegos, e suas personalidades e características, para que um cão apropriado fosse escolhido pela Escola nos EEUU.

Pouco depois recebemos no Brasil o diretor da escola da Nova Zelândia, Ian Cox, acima referido, que entregou a Moisés o seu diploma de Instrutor Internacional. Tínhamos portanto, com muito orgulho, ajudado na formação do primeiro instrutor brasileiro.

Havíamos fundado também, no dia 19 de maio de 1999, o Lions Clube Florianópolis Lagoa Helen Keller, com o objetivo principal  de lutar para implantar o programa de cães-guias para cegos.

No inicio de 2003 mandamos outros dois candidatos estudar na mesma escola neozelandesa. Um deles voltou depois de um ano. Aparentemente, por falta de entusiasmo pela nobre profissão. O segundo, entretanto, Lester Machado Schrain, nascido em Florianópolis, terminou seus estudos, tendo retornado no final de 2005.

Estamos direcionando  nosso trabalho junto aos  clubes e companheiros do  Lions e Rotary, que na realidade formam a quase totalidade do conselho diretor da nossa Escola. Passaram-se onze anos de muita luta, esperança e frustrações.

O PRESENTE?

A situação de hoje pode ser resumida:

1- Na existência de uma diretoria, formada por companheiros do Lions e do Rotary, que não recebem remuneração, mas que trabalham  confiantes no futuro.

2- Nossa principal arrecadação de fundos, baseia-se em contrato com a CELESC, Companhia Catarinense de distribuição de Energia Elétrica. Assim sendo, procuramos pessoas físicas e jurídicas, dispostas a autorizarem um desconto mensal em sua conta de luz, em favor da Escola Helen Keller.

Se cada uma de mil pessoas autorizarem o desconto mensal de 1 real , teremos mensalmente 1000 reais.

Tudo o que temos a fazer portanto, é mostrar a  milhões de catarinenses o nosso trabalho e seus resultados.   

O FUTURO?

Achamos que  devemos trabalhar oferecendo ao comércio e à indústria parcerias que venham a promover ajudas mútuas. Sabemos que, para tanto, o nosso trabalho terá que ser reconhecido e admirado pela população em geral. Precisamos ganhar visibilidade, respeito e confiança. Mas isso só se obtém com o tempo e muito trabalho.

A única certeza que temos, repousa na esperança dos deficientes visuais. Eles sabem também que só o cão-guia lhes trará  o resgate de suas cidadanias.  

O QUE PODEMOS OFERECER AOS NOSSOS PARCEIROS  PATROCINADORES

Além das doações via Celesc, julgamos que a melhor maneira de retribuir a ajuda de nossos futuros parceiros e benfeitores será  a divulgação autorizada do apoio que recebemos!  

Somos a única escola no Brasil, reconhecida pela Federação Internacional de Escolas de Cães-Guias. Fomos a 64ª e hoje são quase noventa escolas em todo o mundo, todas em países do primeiro mundo. O único  entre os paises  subdesenvolvidos, somos nós.       

COMO  AJUDAR A ESCOLA DE CÃES GUIAS HELEN KELLER?

CONSULTE O NOSSO SITE SESSÃO DOAÇÕES

www.caoguia.org.br

OFERECEMOS AINDA LISTA DE IMAGENS AOS PATROCINADORES

Imagens  ligadas à alimentação de cães.
Imagens  ligadas ao patrocínio de viagens e passagens
Imagens do patrocinador em camisetas do treinador, capas dos cães etc.
Imagens do patrocinador em veículos da Escola.
Imagem ou nome da Escola ligadas ao nome do patrocinador.
Outras imagens associadas aos interesses publicitários do patrocinador.

                                   OBRIGADO PELA ATENÇÃO 


Seja um instrutor de Cães Guias de Cegos

Jovens, com domínio da língua inglesa, curso universitário completo em qualquer formação, com disponibilidade para residir no exterior por 3 anos, podem candidatar-se a uma vaga em nossa Escola.

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* A raça: as mais utilizadas são: Labrador Retriever, Golden Retriever e Pastor Alemão.

* Como educar um cão: seleciona-se matrizes, levando em conta a saúde, o temperamento e fatores genéticos do cão.

* Humanização do cão: a partir da oitava semana até um ano de vida, o filhote precisa ser adotado por uma família voluntária para que haja a sua humanização.

* Treinamento do cão: é feito na escola, a partir de um ano, e leva de três a cinco meses.   

 

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